Em um mundo que busca alternativas sustentáveis para substituir combustíveis fósseis, pesquisadores brasileiros conseguiram criar um bióleo a partir do caroço do açaí. A inovação pode impactar a matriz energética do país!
Na Universidade do Estado do Amapá (Uepa), o grupo usou o resíduo muito abundante na região amazônica e o transformou em uma alternativa ao gás de cozinha e ao petróleo. Além disso, promovem a bioenergia e diminuem os impactos ambientais.
Ao aquecer o caroço de açaí a vácuo, os cientistas aceleram a decomposição e geraram um líquido orgânico. O bióleo é conhecido como Produto Líquido Orgânico (PLO) e tem potencial para produção de biogasolina, querosene, diesel verde e até compostos farmacêuticos.
Como funciona
A obtenção do bióleo na Universidade ocorre por etapas.
Primeiro os resíduos do caroço de açaí são aquecidos a altas temperaturas.
Durante o processo, o calor gera um gás e vapor, que é condensado em um líquido chamado líquido pirolenhoso.
Em seguida, esse líquido passa por um processo de separação. É nesta etapa que se origina o bióleo e outros subprodutos.
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Benefícios ambientais
O desenvolvimento do produto não quer apenas substituir os combustíveis fósseis, mas também trazer benefícios ambientais e sociais.
O descarte inadequado de caroços de açaí em ruas e terrenos baldios pode causar danos ao meio ambiente. Logo, o reaproveitamento dos resíduos é fundamental.
Além disso, a iniciativa pode ajudar a reduzir a dependência de combustíveis fósseis e representa um avanço na corrida por fontes mais limpas e renováveis.
Trabalho em conjunto
Ao todo, dois laboratórios estão envolvidos no processo.
Um deles fica localizado no Centro de Educação Profissional Graziela Reis de Souza, e é responsável pela produção do óleo.
Já no laboratório da Ueap, os pesquisadores fazem a caracterização do material.
No Brasil, atualmente as três maiores fontes renováveis que compõem a matriz elétrica são hídrica (55%), eólica (14,8%) e Biomassa (8,4%). Os dados são do Governo Federal.
A pesquisa envolve dois laboratórios. – Foto: Isadora Pereira/G1
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