Por que semáforos de SP apagam após chuvas? – 14/03/2025 – Cotidiano

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São Paulo ainda tinha 42 semáforos apagados na manhã desta quinta (13). Eles haviam sido afetados pelas fortes chuvas do dia anterior.

Ocorre que grande parte do sistema de sinalização de trânsito na cidade funciona com energia elétrica. Se o abastecimento é interrompido, tudo para.

Além das oscilações na rede, a fiação exposta e descargas elétricas também podem causar falhas semafóricas, explica a prefeitura. Quando há algum problema, a solução é utilizar geradores.

A gestão Ricardo Nunes (MDB) afirma ter adquirido 100 exemplares para utilizar nos semáforos com falta de energia. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) é a responsável pelo acionamento e o acompanhamento operacional para o uso desses dispositivos em campo.

Segundo especialistas, não existe sistema de sinalização que não precise da rede elétrica, mas há opções que funcionam melhor em caso de apagões. O sistema viário principal da cidade de São Paulo —com a avenida Paulista e a ligação Leste Oeste, por exemplo—é um deles.

O especialista em mobilidade Sergio Ejzenberg diz que o complexo possui semáforos com baterias e nobreaks nos cruzamentos. Ou seja, se a luz cair, os sinais seguem operantes.

Foi na Austrália, porém, onde surgiu a mais eficiente sinalização para locais com problemas no abastecimento elétrico: o Sydney Coordinated Adaptive Traffic System (Sistema de Tráfego Adaptável Coordenado de Sydney, em português), abreviado SCATS.

O engenheiro de tráfego Paulo Bacaltchuck, que morou no país da Oceania, explica que a tecnologia funciona via fibra ótica enterrada, o que diminui a chance de problemas.

Dentre outros avanços, o SCATS usa sensores para regular automaticamente a velocidade de abertura ou fechamento dos semáforos. Se há mais veículos, fica aberto por mais tempo. Se há mais pedestres, fecha por mais tempo.

Além de massificado em seu país de origem, o sistema foi exportado para cidades como Xangai, na China, Nova Jersey, nos Estados Unidos, Dublin, na Irlanda, e Teerã, no Irã.



Leia Mais: Folha

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