CEle, das quais cada termo ou quase parece anunciar a atual crise, ressoa seis décadas de distância como uma profecia quase sobrenatural. Estamos em 10 de novembro de 1959, no Palácio Elysée, por ocasião de uma dessas conferências de imprensa que pontuava o curso da presidência de Charles de Gaulle, retornou aos casos dezoito meses antes.
Segure a guerra da Argélia, com efeitos desastrosos em sua imagem internacional, a França então preparou, no Saara, seus primeiros testes de bombas atômicas. No lado das superpotências americanas e soviéticas, a hora estava em desacalação. Além disso, a iniciativa francesa parecia particularmente indesejável, e as críticas caíram nas Nações Unidas.
É nesse contexto que o Chefe de Estado, questionado sobre a relevância dessa política “Alone Rider”, corre o risco de uma hipótese: “Sem dúvida, o tipo de equilíbrio estabelecido entre o poder atômico dos dois campos é, no momento, um fator de paz mundial. Mas quem pode dizer o que vai acontecer amanhã? (…) Quem pode dizer se, no futuro, (…) Os dois poderes que teriam o monopólio das armas nucleares não concordariam em compartilhar o mundo? »» Em tal hipótese, de acordo com o general, a escolha francesa de adquirir um meio de dissuasão seria nada menos que um “Serviço no balanço do mundo”.

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