Colômbia transfere para o Brasil último chimpanzé que vivia em cativeiro; vai para santuário; vídeo

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Com uma infância marcada por maus-tratos, violência e a morte trágica de dois companheiros, ele deixa o país de origem. Yoko, de 38 anos, último chimpanzé que vivia em cativeiro na Colômbia, é transferido para um santuário, em São Paulo, no Brasil.

Yoko, após ser capturado das mãos de traficantes de animais, morava em um cativeiro, na região de Pereira, na Colômbia. Apesar do tratamento e acompanhamento de veterinários, o animal chegou bastante debilitado: quase sem dentes e frágil.

A transferência para o Brasil foi motivada pela ausência de companheiros para o chimpanzé e quase dois anos de solidão após a morte, a tiros, de dois de Pancho e Chita – mortos a tiros por caçadores da região de café.

Nova vida em santuário

No Brasil, Yoko passará a viver no Santuário de Grandes Primatas em Sorocaba, SP, uma instituição afiliada ao Projeto GAP.

Nos santuários, os animais não são expostos ao público e o manejo é voltado para o bem-estar, adequando as condições para cada espécie.

Depois de sofrer nas mãos de traficantes, Yoko foi explorado em um circo na Venezuela, quando finalmente, em 2000, foi resgatado e retornou para a Colômbia. Antes de chegar ao  Bioparque Ukumari em 2018, passou por várias instituições.

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Grandes Primatas

O Santuário de Grandes Primatas de Sorocaba é o maior da América Latina. Abriga cerca de 250 animais, incluindo 42 chimpanzés – com Yoko sendo o 43º – além de pequenos primatas e aves.

Em seus 25 anos, já recebeu 32 chimpanzés que passaram seus últimos anos ali após uma vida de maus-tratos.

A chegada de Yoko a São Paulo envolveu muitos profissionais e até a Força Aérea colombiana. Uma aeronave militar que levou o animal até Bogotá. Só depois foi colocada em em um avião de carga até o Brasil, onde especialistas esperam que consiga ser aceito pelos outros primatas e se relacione com eles, segundo o Projeto GAP Brasil.

Aos 38 anos, Yoko perdeu os dois companheiros que tinha na Colômbia Chita e Pacho, mortos a tiros. Está solitária há dois anos, agora chega ao Brasil para ter companhia. Foto: Projeto GAP Brasil Aos 38 anos, Yoko perdeu os dois companheiros que tinha na Colômbia Chita e Pacho, mortos a tiros. Está solitária há dois anos, agora chega ao Brasil para ter companhia. Foto: Projeto GAP Brasil

Conheça Yoko, a chimpanzé de 38 anos:



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