CPI na Alerj aprova condução coercitiva de empresá…

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Ludmilla de Lima

Integrantes da CPI da Transparência da Alerj, também conhecida como “CPI do Fim do Mundo”, pretendiam ouvir nesta terça-feira, 13, o proprietário do Consórcio Rio Parking, Jorge Esteves, sobre supostas irregularidades em depósitos públicos de veículos. Só que o empresário faltou à oitiva, apresentando um atestado emitido por uma clínica odontológica, mas assinado por um cardiologista. Irritados, os deputados da comissão aprovaram, então, a condução coercitiva de Esteves. Ele corre o risco de ser preso se não comparecer à sessão marcada para o próximo dia 23. O atestado médico também será alvo de perícia.

O consórcio tem contrato com o Detro, órgão do governo do estado. Na semana passada, os deputados Filippe Poubel (PL), Alan Lopes (PL) e Rodrigo Amorim (União) interditaram um depósito da Rio Parking em Vargem Grande. Poubel denunciou que a concessionária estaria estaria criando entraves burocráticos para dificultar a liberação de veículos, aumentando assim os valores cobrados pelas diárias. “Nada justifica não ter representante da Rio Parking aqui na CPI”, disse o presidente da comissão, Alan Lopes, citando “instalações irregulares, falta de cobertura em pátios e estacionamentos abandonados” em espaços administrados pela Rio Parking.

A CPI, formado por parlamentares da base do governador Cláudio Castro (PL) na Alerj, apura falta de transparência no governo do estado e o descumprimento da Lei de Acesso à Informação. Ela já foi prorrogada mais de uma vez.

Suspensão do contrato

Nesta terça, a comissão aprovou o enviou de um ofício ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) pedindo a suspensão imediata do contrato da Rio Parking com o Detro. A justificativa está no aumento do número de veículos apreendidos, especialmente motocicletas: em 21 dias, foram 1.575 motos, sendo que somente três tinha sido roubadas. O documento será elaborado em conjunto com a Comissão de Orçamento.

No entanto, o presidente do Detro, Leonardo Vasconcelos, disse na comissão que o contrato será suspenso. Segundo ele, o órgão já notificou a concessionária sobre as irregularidades encontradas no pátio de Vargem Grande. Outro pátio da empresa, em Mesquita, será alvo de fiscalização da CPI.

A presença coercitiva também foi aprovada para representantes das empresas De Jesus Reboque, Jomal Auto Socorro e N Reis Reboque.



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