Com tarifaço, aumenta a pressão por uma cadeira brasileira na CIDH; eleição é nesta sexta-feira

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Anita Prado

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A disputa por uma das sete cadeiras da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA), ganhou novos contornos. VEJA apurou que, nos bastidores de Brasília, parlamentares passaram a pressionar diretamente o Itamaraty para que o país mantenha firme sua candidatura — que chegou a enfrentar resistência por parte de alguns membros do governo. Deputados e senadores têm reforçado a importância geopolítica da nomeação e pedem que o indicado brasileiro, o professor Fábio Sá e Silva, não recue, mesmo diante das dificuldades diplomáticas e da concorrência mexicana.

A movimentação se intensificou após a decisão do ex-presidente americano Donald Trump de impor tarifas a produtos brasileiros, anunciada na última quarta-feira, 9. A medida provocou reações no Congresso e aumentou a preocupação com o risco de o Brasil perder protagonismo em uma organização estratégica, justamente no momento em que a soberania nacional foi posta à prova.

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Das três vagas em disputa neste ciclo, duas já foram preenchidas: uma por Marion Bethel, das Bahamas, e outra por Rosa María Payá, cubana radicada nos Estados Unidos, apoiada pelo senador republicano Marco Rubio e símbolo da oposição anticastrista. Resta apenas um assento — e o Brasil disputa diretamente com o México, que apresentou o jurista José Luis Caballero Ochoa. Como os embaixadores da OEA não chegaram a um consenso na primeira rodada de votações, a decisão foi adiada para a próxima sexta-feira, 11.

Fábio Sá e Silva, vinculado ao Ipea e professor na Universidade de Oklahoma, é a aposta do governo Lula. Seu nome foi lançado com apoio do chanceler Mauro Vieira, do advogado-geral da União, Jorge Messias, e com a chancela do próprio presidente.

O candidato brasileiro Fábio Sá e Silva.
O candidato brasileiro Fábio Sá e Silva. (Divulgação/.)



Leia Mais: Veja

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