As mães exigem justiça como o caso de Londres sobre o colapso da barragem do Brasil conclui | Mineração

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Guardian staff and agencies in London

Com as lágrimas nos olhos, mães de crianças que morreram no pior desastre ambiental do Brasil – o colapso da barragem de Mariana de 2015 – exigiu justiça para seus entes queridos, pois as inscrições em seu processo de Londres chegaram ao fim na quinta -feira.

Dezenove pessoas foram mortas Quando a barragem da Mariana, no sudeste do Brasil, entrou em colapso e desencadeou uma onda de lodo tóxico, deixando milhares de desabrigados, inundando florestas e poluindo o rio Doce.

A barragem era de propriedade da Samarco, uma joint venture entre a empresa de mineração brasileira Vale e o anglo-australiano BHPo maior mineiro do mundo por valor de mercado.

O distrito de Bento Rodrigues após o colapso da barragem de Mariana em novembro de 2015. Fotografia: Ricardo Moraes/Reuters

“Foi o dia que destruiu minha vida … o dia que tirou meu filho”, disse Gelvana Silva, 37 anos, fora do Supremo Tribunal de Londres. Ela perdeu seu filho de sete anos, Thiago, no dilúvio.

Mais de 600.000 brasileiros, 46 governos locais e cerca de 2.000 empresas são Processando BHP por desastre em uma ação judicial Vale até 36 bilhões de libras.

O processo, um dos maiores da história jurídica inglesa, começou em outubro e terminou na quinta -feira com envios de encerramento.

“Vou produzir um julgamento o mais rápido possível”, disse a juíza, Finola O’Farrell, ao anunciar o fim do julgamento.

Pamela Fernandes, 31, perdeu sua filha de cinco anos, Manu. “As memórias de Manu estão sempre comigo … é muito difícil”, disse ela.

Fernandes, que como Silva usava uma camiseta com a foto de seu filho tardio, disse: “Eu quero justiça para que eu possa estar em paz, para que minha filha possa estar em paz”.

O BHP disse que o processo de Londres duplicou procedimentos legais e programas de reparação e reparo no Brasil e deve ser expulso. Ele também disse que quase US $ 8 bilhões (£ 6,2 bilhões) foram pagos às pessoas afetadas pela Fundação Renova, com cerca de US $ 1,7 bilhão indo para os reclamantes envolvidos no caso em inglês.

O BHP argumenta que não possuía ou operava a barragem, que possuía resíduos de mineração conhecidos como rejeitos. Ele disse que uma subsidiária brasileira de sua empresa de holding australiana era um acionista de 50% na Samarco, que operava de forma independente.

A empresa também disse que não sabia que a estabilidade da barragem estava comprometida antes de entrar em colapso.

O governo brasileiro assinou um acordo de compensação com a BHP, Vale e Samarco em outubro, mas Tom Goodhead, diretor executivo da Pogust Goodhead, disse que as vítimas do desastre não estavam envolvidas.

Representando os reclamantes, ele disse na quinta -feira que o julgamento era sobre responsabilidade.

“Se a empresa for (encontrada responsável), será a maior vitória para nós … valeria a pena esperar 10 anos”, disse Silva.



Leia Mais: The Guardian

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