Brasileiro ganha ‘Prêmio Nobel do Meio Ambiente’; o 1° em cinco décadas

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O antropólogo brasileiro Eduardo Bronzídio e a ecologista argentina Sandra Myrna Díaz ganharam o Prêmio Tyler de Conquista Ambiental 2025, também chamado de ‘Prêmio Nobel do Meio Ambiente’. Ele foi o primeiro brasileiro em mais de cinco décadas na premiação.

Reconhecidos internacionalmente pelo compromisso com a preservação da Amazônia, os dois tiveram trabalhos com contribuições significativas para o desenvolvimento sustentável e a proteção do meio ambiente na região.

O anúncio dos vencedores foi feito pelo Comitê Executivo do Prêmio Tyler na semana passada. Sandra e Eduardo vão dividir o prêmio de US$ 250 mil (aproximadamente R$ 1,4 milhão) como reconhecimento de suas pesquisas.

Reconhecimento internacional

Criado em 1973, o Prêmio Tyler é um dos mais importantes do mundo na área da ciência ambiental. Ele reconhece cientistas, pesquisadores e ativistas que contribuíram significativamente para a preservação do meio ambiente, saúde ambiental e energia sustentável.

Eduardo é professor do Departamento de Antropologia da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e estuda a Amazônia há quase 40 anos. Seu trabalho é focado no papel das populações indígenas e comunidades tradicionais na preservação da floresta.

Para o antropólogo, o conhecimento dessas comunidades é essencial para garantir a conservação da biodiversidade e o uso sustentável dos recursos naturais.

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Importância da Amazônia

A Amazônia é um dos biomas mais ricos e complexos do planeta.

Lar de milhares de espécies de fauna e flora, a floresta também desempenha um papel fundamental no equilíbrio climático global ao absorver grandes quantidades de dióxido de carbono.

Nesse sentido, a dupla chamou a atenção para a preservação do local, destacando a importância na preservação da floresta.

“A crise climática, a crise da biodiversidade e as escandalosas desigualdades socioeconômicas no mundo estão todas interligadas, conectadas pelo tecido vivo do planeta. Elas devem ser abordadas de forma integrada, porque não se pode resolver uma dessas crises sem abordar as outras duas”, disseram os pesquisadores em uma declaração conjunta.

Sandra Myrna Díaz, ecologista argentina, também ganhou a premiação. - Foto: Thor Nielsen Sandra Myrna Díaz, ecologista argentina, também ganhou a premiação. – Foto: Thor Nielsen



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