Polarização fulmina a imagem dos principais políticos do país (de direita e esquerda)

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Daniel Pereira

Faz tempo que a polarização política impera no Brasil. A última eleição presidencial, por exemplo, foi a mais apertada desde a redemocratização e acabou com a vitória de Lula (PT)  sobre Jair Bolsonaro (PL) por 50,9% a 49,1%. Desde então, o quadro não arrefeceu, apesar da promessa do presidente eleito de promover união e reconstrução, inclusive do diálogo.

No meio político, diz-se que o país está dividido em duas partes: uma bolsonarista e outra petista. Já especialistas falam em três partes, sendo a terceira formada por eleitores moderados, que não são alinhados a qualquer um dos dois polos e, por isso, são considerados os fieis da balança de campanhas futuras.

Esse cenário de divisão tem se refletido na popularidade dos políticos. Nenhum deles, segundo uma pesquisa divulgada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, consegue ter um saldo de imagem positivo. As menções elogiosas às autoridades podem até se equiparar, mas nunca superam as opiniões negativas, como se a torcida de Lula neutralizasse a claque de Bolsonaro, e vice-versa. Ou se arquibancada, na média, não aprovasse os jogadores em campo.

Em baixa

O levantamento da AtlasIntel com a Bloomberg listou 16 líderes políticos e perguntou aos entrevistados se eles tinham uma imagem positiva ou negativa de cada um deles. Estrela do escrete bolsonarista, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) recebeu 49% de citações positivas e 49% de negativas, fechando com saldo zero.

Além do parlamentar, só o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (PL), teve saldo zero ( 47% a 47%). Todos os demais fecharam a conta no vermelho. Alvos de forte rejeição, Lula e Bolsonaro ficaram com um saldo negativo de imagem de, respectivamente, seis pontos (47% a 53%) e sete pontos (46% a 53%).

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teve um resultado quase igual, com saldo negativo de cinco pontos (45%de  aprovação x 50% de reprovação). Já a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, aparece como uma das mais rejeitadas, recebendo 36% de menções positivas e 57% de negativas. Ou seja: menos 21 pontos.

Entre as autoridades listadas, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil – AP), apresentam os maiores problemas de imagem. Do total dos entrevistados, 74% dizem que a imagem do deputado é negativa. O percentual é de 75% no caso do senador.



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