Carlos Fávaro sugere vacinação contra gripe aviária – 06/06/2025 – Mercado

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Lisandra Paraguassu, Roberto Samora

Uma discussão da vacinação contra gripe aviária sem a restrição de mercados para a carne de aves foi defendida nesta sexta-feira (6) pelo ministro da Agricultura brasileiro, Carlos Fávaro, na França.

Durante cerimônia na qual o Brasil recebeu da OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal) o certificado de livre de febre aftosa sem vacinação, Fávaro disse que sugeriu que o Brasil receba uma conferência mundial de saúde animal em 2026 para que essa discussão possa ser feita.

“Para que possamos juntos discutir um modelo de sanidade animal de regionalização, da possível implementação de vacinas na questão da aviária, tudo isso sem restringir mercados, em acordo entre compradores e vendedores”, afirmou Fávaro.

Segundo ele, apenas um país que “tem protagonismo na sanidade animal pode propor uma conferência como essa”.

Por vacinar anteriormente rebanhos de bovinos contra a febre aftosa, ainda que não registrasse a doença, o Brasil enfrentou restrições de mercados mais exigentes.

Agora, com o certificado de livre de aftosa sem vacinação, um selo que indica menores riscos sanitários, há a expectativa de que o país avance em mercados como o Japão.

O Brasil é o maior exportador de carne bovina e de frango.

Fávaro disse que o Japão, um mercado que compra produtos de maior valor agregado, já está fazendo certificações para reconhecer a sanidade da carne bovina brasileira.

O ministro reafirmou que o Brasil conseguiu segurar o foco de gripe aviária em uma única granja comercial, registrado em meados de maio em Montenegro (RS).

O governo brasileiro e o setor privado esperam que a contenção do problema da aviária permita a recuperação de alguns mercados que colocaram embargos à carne de frango do Brasil.

DIA HISTÓRICO

O ministro classificou como um “dia histórico” para a pecuária e suinocultura do Brasil a concessão do certificado de livre de aftosa sem vacinação.

Presente no evento, o presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), Roberto Perosa, disse que essa certificação vai permitir a ampliação de mercados para a carne bovina brasileira.

“Vamos poder vender carne com osso, miúdos, acessar mercados mais exigentes, aumentar a exportação para Europa, vai ser um novo modelo para a pecuária e para a indústria”, destacou.



Leia Mais: Folha

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