Miss Universo segue redesenhando seu topo e anuncia CEO – 24/05/2025 – De faixa a coroa

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Fábio Luís de Paula

São Paulo

Nesta semana, a organização mundial do Miss Universo anunciou que tem agora um novo integrante em sua direção: o empresário Ronald Ray. O norte-americano assume como CEO do concurso para o Ocidente, que compreende as Américas e parte da Europa. A novidade chega em um contexto agitado, após muitas mudanças nos últimos três anos.

Segundo o comunicado oficial, Ronald tem mais de 30 anos de experiência na indústria de mídia e entretenimento e traz um “histórico comprovado de impulsionar a inovação, defender a diversidade e elevar a narrativa global”. Em seu currículo, consta que ele trabalhou por mais de sete anos na rede de emissoras de televisão NBCUniversal Telemundo Enterprises e mais de 16 anos na filial da Univision nos Estados Unidos.

Ainda de acordo com o Miss Universo, Ronald chega em um momento “crucial de expansão global e reinvenção da marca”, que está presente em mais de 30 países. “Sua liderança guiará uma nova era baseada em visão, inclusão e impacto global”, diz o texto do anúncio.

Vale lembrar que a dupla de empresários formada pelo mexicano Raúl Rocha Cantu e a tailandesa Anne Jakrajutatip segue à frente da operação global do certame.

Enquanto Cantu –que é dono da empresa Legacy Holding Group USA (LHG)– chegou em janeiro de 2024 após adquirir 50% dos direitos da marca por US$ 16 milhões (cerca de R$ 91 milhões, na cotação atual), Anne –que é dona da JKN Global– comprou o concurso em outubro de 2022 por US$ 20 milhões (R$ 114 milhões).

O acordo entre o JKN e a LHG fundou uma nova empresa para gerir o Miss Universo, a JKN Legacy, Inc. À época, foi divulgado que cada um dos empresários seria responsável por atuar de acordo com sua região geográfica de localização, ou seja: enquanto a Legacy fica com as operações do Miss Universo nas Américas do Norte e do Sul, a JKN cuida da Ásia e demais países.

Recentemente, em março deste ano, também foi revelado que o empresário tailandês Nawat Itsaragrisil, que é dono do concorrente Miss Grand International, se juntou à cúpula da MUO (Miss Universe Organization). Ele assumiu como diretor executivo e também como responsável por todo o operacional e artístico do evento.

Na ocasião, em um discurso em tom de provocação, Nawat deixou claro que, além da parte artística, a união entre os gigantes do mundo miss também tem um sentido estratégico. “Não me incomodo com nenhum outro concurso de beleza, não me importo com algum [concurso] que ainda esteja nascendo. Venha lutar conosco, estamos prontos”, afirmou.

Desde a entrada de Anne, iniciou-se uma série de mudanças no concurso, sendo que as principais delas foram as polêmicas dança de cadeiras na liderança —que tirou a dupla Paula Shugart e Amy Emmerich—e algumas aberturas nas regras de inscrição. Tanto que, atualmente, podem se candidatar à coroa mulheres de qualquer idade a partir de 18 anos, assim como misses que são mães, grávidas, casadas ou separadas.

A próxima edição do Miss Universo (a 74ª) está agendada para acontecer em novembro deste ano, na Tailândia. E quem passa a coroa é a dinamarquesa Victoria Kjaer Theilvig, eleita em novembro passado na Cidade do México.

O Miss Universo existe desde 1952 e, em média, é transmitido anualmente para 165 países. Antes de Anne e Raul, a marca IMG foi proprietária do concurso desde 2015, após comprá-lo do empresário e hoje presidente americano Donald Trump.

Fábio Luís de Paula é jornalista especializado na cobertura de concursos de beleza, sendo os principais deles o Miss Brasil e o Miss Universo.



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