Na Suécia, é apresentada como “O pior terrorista” da história do país. Os 32 anos, Osama Krayem já foram condenados pelo Tribunal de Assize Especial de Paris, em junho de 2022, a 30 anos de prisão, por sua cumplicidade nos ataques de 13 de novembro de 2015, bem como na prisão vitalícia, por sua participação nos ataques de Bruxelas, em 22 de março de 2016. Desta vez, antes do tribunal de Estocolmo, onde foi extraditado, da França, durante o julgamento.
Processado por “Crimes de guerra agravados e crimes terroristas”Krayem – cabelos longos e barba grossa, jaqueta jeans, ar imperturbável – é julgada por seu papel na execução de um piloto da Jordânia, capturado no final de 2014, na Síria, pela Organização do Estado Islâmico (IS) e queimou vivo, durante um macabro. “Osama Krayem, em concerto e de acordo com outros co-autores do Estado Islâmico, matou Maaz al-Kassasbeh”, disse o promotor, Reena Devgun, na introdução do julgamento.
Em 24 de dezembro de 2014, o jovem piloto da Força Aérea Real da Jordânia, 26 anos, teve que ejetar de seu avião, atingido por um tiro, durante uma missão internacional, realizada contra o IS, acima de Raqqa. Recuperado em um rio, ele havia sido preso no mesmo dia por membros da organização terrorista. Se a data de sua morte não pudesse ser estabelecida, sua execução, filmada e disseminada, em 3 de fevereiro de 2015, pelo órgão de propaganda do IS, causou pavor em todo o mundo.
Insuportável, o filme de vinte e dois minutos, que constitui uma peça central da acusação, mostra o piloto, vestido com um uniforme de prisioneiro laranja, rosto inchado, avançando no meio de treze lutadores bege treliça, armados e com capuz, antes de serem colocados em uma gaiola. Um dos jihadistas então pegou uma tocha e incendiou uma trilha de gasolina no chão, que acende o piloto. Por longos minutos, a câmera filma sua agonia. Então, uma escavadeira cobre seu corpo com escombros.
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