‘Ou controlamos gasto ou jamais teremos arrecadaçã…

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Nicholas Shores

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reforçou nesta quarta-feira a avaliação de que existe um “problema com gasto” no governo Lula e declarou que não vai ser aumentando a carga tributária que vai se resolver esse problema.

“Ou controlamos o gasto ou jamais teremos arrecadação suficiente para controlar as despesas, que estão aumentando de maneira vertiginosa”, disse o deputado em entrevista a jornalistas depois do Simpósio de Liberdade Econômica.

“Penso que chegou hora de o governo entender qual é a agenda possível de propor ao Congresso do ponto de vista desses ajustes”, afirmou Motta. “O governo precisa, além das medidas que vem fazendo chegar à Câmara, ao Senado, apresentar as medidas e junto delas apresentar um mínimo dever de casa de corte de gastos.”

Ele negou que haja um “mau humor” de parlamentares com o Palácio do Planalto por causa do despacho do ministro Flávio Dino, do STF, dando prazo de dez dias para o Congresso dar explicações sobre a suposta existência de emendas orçamentárias “paralelas”.

“Misturar a atuação do Supremo Tribunal Federal no momento em que estamos discutindo a política econômica do país é fazer uma associação que não cabe”, disse o presidente da Câmara.

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O Radar mostrou, contudo, que Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), telefonaram na terça-feira para a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) avisando que as pautas de interesse do governo no Legislativo iriam “parar” por causa da sequência de derrapadas na articulação política.

De acordo com Motta, o Congresso está “sofrendo as consequências” da aprovação tardia do Orçamento de 2025, cuja votação deveria ter sido concluída em dezembro do ano passado, mas só seguiu para o Executivo no fim de março.

“Sou um defensor claro da atuação parlamentar no que diz respeito ao Orçamento e tenho brigado muito para que essa execução possa ser agilizada, dentro do possível e dentro do rigor da lei”, afirmou. “Estamos praticamente no meio do ano e nenhuma emenda nossa chegou a ser empenhada ou paga.”



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