Oxigênio é detectado na galáxia mais distante já conhecida – 20/03/2025 – Ciência

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A galáxia mais distante já conhecida contém traços de oxigênio, uma descoberta que reforça a ideia de que os aglomerados de estrelas que hoje povoam o cosmos se formaram muito rapidamente nos primeiros momentos do Universo.

Descoberta no ano passado pelo telescópio James Webb, a galáxia Jades-GS-z14-0 está tão distante que sua luz demorou 13,4 bilhões de anos para chegar até nós.

Uma distância recorde que revela como era o início do Universo, que nasceu há 13,8 bilhões de anos.

Também é notavelmente luminosa, o que demonstra uma intensa atividade estelar em uma época em que, segundo a teoria e as observações, deveria ser muito mais tênue.

Desde que começou a operar em 2022, o telescópio James Webb mostrou que as galáxias apareceram antes do previsto e eram mais luminosas do que o esperado.

Duas equipes internacionais, uma holandesa e outra italiana, confirmam esse cenário com observações realizadas utilizando o radiotelescópio Alma do Observatório Europeu Austral (ESO), no Chile.

A detecção confirmada de rastros de oxigênio em Jades-GS-z14-0, da qual apenas se suspeitava com o telescópio James Webb, é surpreendente.

Em princípio, as galáxias que surgiram na época do que é conhecido como aurora cósmica são consideradas pobres em elementos pesados, como o oxigênio.

“É como encontrar um adolescente onde se esperam apenas bebês”, disse Sander Schouws, doutorando no Observatório Holandês de Leiden e autor principal de um estudo próximo de ser publicado no periódico The Astrophysical Journal, citado pelo ESO.

Uma metáfora que ilustra o fato de que as primeiras estrelas de uma galáxia jovem funcionam com elementos leves como o hidrogênio e o hélio, e que somente depois de uma lenta evolução sua galáxia se enriquece com elementos pesados.

Os resultados mostram que a Jades-GS-z14-0 “se formou muito rapidamente e evolui com a mesma rapidez, reforçando um conjunto crescente de evidências que sugerem que a formação de galáxias ocorre muito mais rapidamente do que se pensava”, acrescentou Schouws.

“A prova de que uma galáxia já era madura no Universo nascente levanta perguntas sobre o momento e a maneira como se formaram”, declarou Stefano Carniani, da Escola Normal Superior de Pisa e autor do segundo estudo, que será publicado na Astronomy & Astrophysics.

Os dois estudos indicam que essa galáxia contém aproximadamente dez vezes mais elementos pesados do que o previsto, segundo o comunicado do ESO.



Leia Mais: Folha

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