Por que Bolsonaro ficou sozinho no julgamento sobr…

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Matheus Leitão

Durante o interrogatório no STF, os réus da tentativa de golpe foram unânimes em um ponto: não havia qualquer irregularidade nas urnas eletrônicas. Augusto Heleno, Braga Netto, Anderson Torres — todos confirmaram, quando pressionados, que não encontraram fraude ou falha no processo eleitoral.

O único a manter o discurso contra as urnas foi o próprio Jair Bolsonaro. Mesmo assim, sua retórica foi diluída, com tentativas de se ancorar em críticas antigas de adversários políticos — como Flávio Dino e Carlos Lupi — e referências genéricas a “vulnerabilidades” do sistema.

Mas as provas que sempre prometeu apresentar nunca chegaram. Nem ao STF, nem à opinião pública. Várias de suas declarações recentes seguem distorcidas ou falsas, como a alegação de que o PSDB teria confirmado que as urnas são “inauditáveis” em 2014 — fato já desmentido inclusive por lideranças tucanas.

No fim, Bolsonaro saiu isolado. O discurso que sustentou por anos, que alimentou atos, lives e desinformação, foi desmontado por seus próprios aliados — agora réus. A urna eletrônica, ironicamente, foi absolvida por unanimidade.



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