O novo caso que piora a situação de Bolsonaro

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Matheus Leitão

 

As investigações sobre crimes cometidos por Jair Bolsonaro e seu grupo politico têm resultado em cada vez mais elementos que comprovam a gravidade e a perversidade bolsonarista.

As últimas revelações são detalhes da investigação sobre a estrutura ilegal de arapongagem que Bolsonaro criou em seu próprio governo, paralela à estrutural oficial da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Já se sabia que Bolsonaro havia feito trocas na cúpula da Polícia Federal para proteger seus filhos. Ele mesmo disse, em uma reunião ministerial gravada em vídeo, que não iria esperar sua família ser prejudicada por investigações.

Agora, fica também público como pessoas graúdas do entorno do presidente usaram um software de espionagem para monitorar adversários e até mesmo aliados.

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Está mais do que claro que Bolsonaro, seus familiares e seus aliados mais íntimos trataram o Estado brasileiro como uma extensão do próprio quintal.

Qualquer cidadão que tenha alguma afeição pelo país rejeitará com veemência as práticas desse grupo.

Não é surpresa que aliados do bolsonarismo apareçam entre os espionados. Bolsonaro e seus filhos não nutrem afeto nem lealdade por ninguém.

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Todos os parceiros mais próximos foram queimados por eles, um a um. Foi o que ocorreu, por exemplo, com o Gustavo Bebiano e com o general Santos Cruz, mas também com Alexandre Frota, Joice Hasselmann, Carla Zambeli, Abraham Weintraub e, em certo ponto, com a própria esposa, Michelle – com quem Bolsonaro parece manter uma interminável disputa sobre ela ser ou não candidata a algum cargo.

A lista é longa e contém, no geral, nomes de políticos de baixo nível, como é de se esperar de quem aderiu ao bolsonarismo.

Menos surpresa ainda é o fato de que ministros do Supremo e políticos de esquerda estejam na lista de monitorados pelo esquema criminoso dos bolsonaristas.

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O ex-presidente sempre defendeu e disseminou uma ideia doentia de que o país precisa identificar e caçar todas as pessoas que se enquadram no que ele chama de “comunista”.

Tudo somado, o caso da Abin Paralela apenas confirma o baixo nível de Bolsonaro, de seu governo e de seus aliados.

Cabe ao eleitor brasileiro mostrar nas urnas que rejeita esse tipo de atraso para o país.



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