Fraude no INSS ganha tração nas redes sociais e re…

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Ricardo Chapola

Um levantamento divulgado pela Quaest nesta segunda-feira (12) identificou que o escândalo do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) gerou mais repercussão em 30 000 grupos de mensagens monitorados pela consultoria, em diversas plataformas, do que outros temas de interesse nacional, como o estado de saúde de Jair Bolsonaro e a proposta de anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, uma das principais bandeiras do ex-presidente.

Segundo a sondagem, 3,6 milhões de mensagens faziam menção direta ao esquema de fraude contra aposentados e pensionistas. Além disso, conteúdos sobre o tema tiveram alcance médio de 818 000 pessoas por dia. A Quaest realizou a análise desses dados entre os dias 21 de abril e 7 de maio, período que vai da eclosão do escândalo à entrada em cena do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que publicou um vídeo a respeito do assunto nas redes sociais.

A gravação feita pelo parlamentar é apontada no levantamento como o estopim que impulsionou a terceira onda de menções ao caso do INSS. A Quaest estima que a gravação de Nikolas Ferreira sobre as fraudes corresponde a 20% de todos os links compartilhados a respeito do assunto nos grupos de mensagem analisados. “O vídeo e notícias do vídeo do parlamentar viralizaram rapidamente, impulsionando um aumento de 204% nas menções ao tema nas últimas 24 horas”, diz um trecho do estudo.

Campeão de engajamento

O levantamento revelou também que o escândalo do INSS mobilizou mais os grupos de mensagens do que a suposta taxação do PIX, que foi divulgada pela oposição no início do ano e fez derreter a imagem do presidente Lula. Comparando quinze dias de repercussão dos dois assuntos, a Quaest concluiu que as supostas fraudes nas aposentadorias geraram um volume de mensagens 2,6 maior.

Nikolas Ferreira, aliás, também fez o vídeo que viralizou sobre a suposta intenção do governo de taxar o PIX. Diante do desgaste provocado pelo deputado, Lula mandou revogar a norma da Receita que foi usada para alardear a possibilidade de taxação. “O vídeo publicado sobre o escândalo do INSS teve um impacto significativamente maior nestes grupos nos primeiros dois dias após sua publicação, com 108% a mais de menções em comparação ao vídeo sobre o Pix”, diz a Quaest.

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Segundo o levantamento, o volume de mensagens sobre os descontos ilegais nas aposentadorias disparou em outros dois momentos. O primeiro aconteceu no dia 23 de abril, quando a a Polícia Federal (PF) realizou uma operação que desarticulou o esquema. O segundo, quando a PF divulgou o relatório sobre a operação.

Em outra parte do estudo, a Quaest indicou que a maior parte dos conteúdos compartilhados nos grupos sobre o escândalo no INSS possuem um viés negativo. De acordo com a consultoria, 50% das mensagens são críticas, enquanto 47% delas se referem a notícias sobre o tema. O estudo aponta ainda que apenas 3% dos conteúdos são voltados para defender o governo Lula.



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