Após 24h, bombeiros ainda trabalham no combate a incêndio em aterro de resíduos sólidos em Rio Branco

Após 24h, bombeiros ainda trabalham no combate a incêndio em aterro de resíduos sólidos em Rio Branco

Após mais de 24 horas, equipes do Corpo de Bombeiros do Acre e da Prefeitura de Rio Branco seguem no combate ao incêndio que atinge o aterro de resíduo sólido da Rodovia Transacreana. O fogo voltou a atingir o aterro na segunda-feira (24) e até a manhã desta terça (25) as equipes já usaram mais de 90 mil litros de água.

O local é o mesmo onde anualmente são registrados incêndios. Em 2018, o fogo começou em julho e durou mais de 50 dias para ser combatido. Já em 2019, o incêndio iniciou no final do mês de agosto e só foi controlado 47 dias depois por bombeiros e equipes da prefeitura.

Os bombeiros informaram que é necessário remover os materiais do fundo com ajuda de máquinas pesadas porque o fogo ocorre na parte de baixo do aterro e por isso é mais difícil controlar.

Apenas na segunda, a tenente Mirla Machester disse que foram usados 60 mil litros de água. Já na manhã desta terça as equipes de combate utilizaram mais 30 mil litros.

Carros-pipas da prefeitura são usados no combate ao fogo  — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Carros-pipas da prefeitura são usados no combate ao fogo — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

“Tirando uma média, uma vez que em 2018 tivemos 50 dias de combate e levando em consideração ano passado, acreditamos que será entre 40 a 50 dias [de combate]. No entanto, a gente trabalha para que esse tempo seja minimizado, mas trabalhamos com situações climáticas que não estão ao nosso controle”, destacou.

A tenente explicou que a maior dificuldade para controlar o fogo é a falta de visibilidade devido à fumaça. Ainda segundo Mirla, o fogo é provocado pelos gases liberados na decomposição do lixo que aumenta a temperatura e desencadeia o processo de combustão e o incêndio.

“Aqui são depositados lixos de toda natureza, inclusive hospitalar, e com a liberação desses gases tóxicos torna bem prejudicial à nossa saúde. Sabemos que existem as queimadas provocadas pelo homem e aqui no aterro é comum que seja por uma combustão espontânea com o aumento da temperatura e desses gases vai criando ambiente propício para que se inicie esse incêndio”, afirmou.

FONTE: G1ACRE

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