Em pouco mais de três meses, disque coronavírus atendeu mais de 8,6 mil pessoas no Acre

Em pouco mais de três meses, disque coronavírus atendeu mais de 8,6 mil pessoas no Acre

Há pouco mais de três meses um grupo de 80 internos do curso de medicina no Acre tem tirado dúvidas da população e orientado em caso de sintomas de Covid-19. Segundo último levantamento, com dados até o último sábado (27), já foram feitos mais de 8,6 mil atendimentos através do disque coronavírus no estado.

O teleatendimento conta com alunos e professores da Universidade Federal do Acre (Ufac). Os acadêmicos são aqueles que já estão na fase final do curso de medicina.

A iniciativa voluntária conta também com a parceria da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), além dos órgãos de saúde municipal e de outras faculdades também.

O grupo disponibilizou números de contato para que as pessoas pudessem tirar dúvidas ou até mesmo serem avaliadas sem sair de casa – é o atendimento remoto, método que vem sendo utilizado em muitos estados.

Balanço

Na semana em que começou a operar, do dia 23 a 29 de março, o disque coronavírus recebeu 878 chamadas relacionadas ao novo vírus. Deste total, 770 foram pelo WhatsApp e 108 por ligações telefônicas. Foram identificadas ainda, neste primeiro atendimento, 51 pessoas com síndrome gripal.

De lá para cá já são 8.673 atendimentos, sendo que desses, quase 80% foram pelo WhatsApp, um total de 6.890 e pouco mais de 20% por meio de ligações telefônicas, 1.783.

Foram identificadas ainda 1.264 pessoas com síndrome gripal. Além disso, 60 pacientes foram encaminhados para atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Consolidado do Disque Coronavírus no Acre

Chamadas no WhatsApp Números
Chamadas no WhatsApp 6.890
Ligações na OCA 1.783
Total 8.673
   
Estavam com síndrome gripal 1.264
História de contato 426
História de viagem 32
Grupos de risco 380
Encaminhados para a UPA 60

Os números de atendimentos apresentaram oscilação ao longo das semanas, porém a partir do mês de junho começaram a ter uma queda significativa. Um dos professores que participam da ação e é coordenador do Núcleo de Telessaúde do Acre, Rodrigo Silveira, disse que o projeto deve acabar no próximo dia 30 de junho.

“Esse projeto de extensão acaba agora no dia 30 e a gente vai continuar no telemonitoramento. Pelos números que a gente observou, o disque coronavírus está em fase de declínio, nas primeiras semanas tivemos muitas chamadas, eram muitas dúvidas. Depois teve um pico relacionado ao pico de casos de Covid-19 no Acre e depois foi diminuindo. Naturalmente as pessoas já sabem mais e têm outras oportunidades”, afirmou o professor.

Outras justificativas para a redução nas chamadas, segundo o professor, foi a abertura da atenção primária em Rio Branco para atendimento de casos de Covid-19, além da central de teleconsulta da prefeitura.

“Todas as unidades estão mobilizadas para isso. Tivemos ainda a abertura do Into e o aumento de leitos. Ou seja, agora outras estratégias vão se manter e nós vamos continuar com as parcerias”, disse Silveira.

Entre os dias 22 e 27 de junho o número de chamadas relacionadas ao novo vírus foi de 255. Ainda de acordo com os dados, o período que registrou o maior número de atendimentos foi o de 11 a 17 de maio, com 1.248 chamadas atendidas.

Telemonitoramento

Paralelo ao disque coronavírus, o grupo também tem feito o serviço de telemonitoramento, que consiste em acompanhar casos suspeitos e confirmados dentro do estado.

Por meio do telemonitoramento é feita a orientação das pessoas em relação às dúvidas existentes sobre o adoecimento por Covid-19. Além disso, o grupo identifica os casos de pacientes que precisam ser encaminhados à UPA para avaliação presencial e aqueles que podem ser acompanhados pelo telemonitamento. Também é feito o contato com os contactantes do paciente que testou positivo para orientar quarentena.

O acompanhamento é remoto e estabelece relatório de cada paciente. Esse serviço começou no dia 31 de março e já monitorou, até o dia 23 de junho, mais de 6 mil pacientes, sendo 5.477 confirmados; 211 suspeitos e 215 suspeitos em grupos de risco.

Ao todo, 2.539 pacientes acompanhados já são considerados curados, ou seja, após 14 dias com a doença ficaram 72h assintomáticos.

Como funciona

É possível tirar dúvidas por dois canais: ligando na OCA no número (68) 3215 24 00 das 8h às 17h. Já no WhatsApp, são três números disponíveis: (68) 99228 5036; (68) 99226 4748 e (68) 99996 0593. Pelo aplicativo de mensagens, podem ser enviados também vídeos e áudios para avaliação. Os números de celulares não recebem ligação.

Os 80 internos de medicina seguem uma escala de 12 horas e, enquanto atendem, contam com a supervisão de dois médicos. Muita coisa os internos conseguem resolver sozinhos e que apenas em casos mais complexos ou que fogem das indicações é que chegam até o especialista.

São pedidos, por exemplo, vídeos de um minuto que mostrem o paciente ou até mesmo áudio, que podem ser enviados pelo próprio WhatsApp.

Pelas imagens e sons, os médicos podem avaliar o nível de desconforto respiratório deste paciente.

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